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Homenagem a Tatão Ribeiro

Segundo ensinamento de conhecido provérbio, todo aquele que possui um amigo é dono de um tesouro. E fortuna imensa deverá possuir, com certeza, aquele que tem como amigo seu primo, compadre, vizinho, colega de infância, companheiro de pensão na época universitária, o dentista da família e amigo especial de tantas jornadas?
Este foi meu caríssimo compadre, Tatão Ribeiro, de saudosa memória. Ele nos deixou na noite do dia 9 de dezembro e foi sepultado no jazigo familiar.
Não há adjetivos capazes de traduzir sua personalidade ímpar. Cristão convicto, esposo carinhoso, pai exemplar, filho zeloso, irmão solidário, tio amado por seus sobrinhos, profissional competente, dedicado, cidadão consciente e honesto, enfim, um homem de bem e agraciado por Deus pelo dom da fé.
Pessoa admirada e respeitada por todos nós que tivemos a felicidade de conviver consigo. Por isso, teve incontáveis amigos e foi sempre querido e prestigiado por seu carisma e especial bondade. Sabia, com seus familiares, acolher como ninguém seus parentes e amigos. Deixou muita saudade e será sempre lembrado com carinho por todos.
A Palavra de Deus, que encima esta homenagem, nos traz a certeza da imortalidade e o conforto da fé. Como revelou Jesus a Marta, no episódio da ressurreição de seu amigo Lázaro, a vida do cristão não é tirada, mas transformada. Teremos na Casa de Deus morada definitiva, preparada para nós com o carinho de um Pai perfeito e que nos ama. Muito melhores condições daquela com que nós, pais imperfeitos, gostaríamos de receber os nossos filhos.
Este epílogo, coroamento feliz de nossa curta passagem sobre a terra, é que dá sentido real à vida. Do contrário, todas as lutas, trabalhos e sonhos seriam inúteis, sem valor algum. O sofrimento vai cessar; extinguir-se-á a dor da ausência do ente querido que nos fere o coração. O Amor, porém, jamais acabará como nos revela a Sagrada Escritura. Assim, nosso reencontro no céu com os entes amados será a posse definitiva da paz e a plenitude da felicidade.
Gostaria de finalizar esta singela homenagem ao querido primo e inesquecível Tatão, invocando o magistral epitáfio de Constantino Paleta, insculpido em mausoléu do cemitério da saudosa cidade mineira de Juiz de Fora:
“Benditos os mortos que não morrem, porque continuam a viver em suas obras meritórias e a sobreviver no coração dos vivos agradecidos!”
Gustavo Dantas de Melo

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