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Pesquisa mostra como leitores combatem as ‘fake news’ (notícias falsas)

De cada 4 pessoas, 3 checam se
notícia é verdadeira antes de postar.
Pesquisa foi feita em quatro países:
EUA, Reino Unido, França e Brasil.

Uma pesquisa feita em quatro países, entre eles o Brasil, mostrou a preocupação das pessoas com as notícias falsas que inundam as redes sociais na internet. Segundo a pesquisa, em busca de credibilidade, as pessoas têm recorrido ao jornalismo profissional.
Pode parecer absurdo, mas tem gente que acreditou que um tubarão foi visto nadando em uma Rua dos Estados Unidos. Impressionante, né? Mas não é verdade. Assim como tantas outras informações que aparecem nas redes sociais, são “fake news”, ou notícias falsas. A expressão foi popularizada pelo presidente americano Donald Trump. Muitos simpatizantes dele espalharam notícias sem verificar se são verdadeiras, como a história que a ex-primeira-dama dos Estados Unidos Michelle Obama nasceu homem, que é claramente falsa.
Mas não é o que maioria faz. Uma pesquisa em quatro países, Estados Unidos, Reino Unido, França e Brasil, mostrou que, de cada quatro pessoas, três verificam se uma notícia é verdadeira antes de compartilhar essa informação. Os pesquisadores dizem que essa comprovação é feita, provavelmente, pela TV, jornal, rádio e revistas, por causa da credibilidade.
A pesquisa diz ainda que os veículos com maior confiança são os já consolidados, aqueles que fazem jornalismo de forma profissional, em que os jornalistas verificam se uma notícia é verdadeira antes de que ela seja publicada. Entre os veículos mais confiáveis estão as revistas semanais, canais de notícias 24 horas, noticiários de rádio, jornais impressos e noticiários de TV. Entre os menos confiáveis estão aplicativos de mensagens e redes sociais. 39% das pessoas disseram que usam mais fontes de notícias do que há um ano, e 73% disseram que o jornalismo de qualidade é fundamental para uma democracia saudável.
O levantamento chamado “Confiança nas Notícias” foi feito pela Kantar, uma empresa mundial de pesquisas. Oito mil pessoas foram entrevistadas, duas mil no Brasil.
“A gente observou é que, embora as pessoas estejam consumindo mais fontes de notícia do que elas jamais consumiram, a credibilidade desses meios já estabelecidos é mais importante do que nunca e elas identificam isso, elas valorizam esses meios, elas valorizam essas notícias que vêm desses meios e, claro, tudo em função do legado, em função da qualidade dessas informações que são providas, em função da história que esses meios têm e isso faz com que, de novo, a credibilidade deles sejam facilmente percebida para as pessoas de forma geral”, disse Juliana Sawaia, diretora da Kantar.
Fonte: Jornal Nacional

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