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Poeta da cidade deixa legado da história de Tocos do Moji

Afonso José Jacinto, autor do livro “Os Mojienses de Ontem”,
morreu no último dia 25 de fevereiro, aos 97 anos

Conhecido como poeta da cidade, autor do livro “Os Mojienses de Ontem” e de diversas canções e poesias sobre Tocos do Moji, Afonso José Jacinto faleceu no último dia 25 de fevereiro, aos 97 anos. Seu velório aconteceu na Quarta-Feira de Cinzas.
Afonso do Claro, como era conhecido pelos mais antigos, era um dos tocosmojienses mais antigos da cidade. Nasceu no bairro Moquém e cresceu pelas terras da cachoeira da Ducha. Casou com Eva Emiliana Jacinto, que faleceu em setembro de 2015.
O casal não teve filhos, mas adotaram 9, entre crianças e adultos. Muito religiosos, mudaram para Campo Limpo Paulista, em 1970. Na cidade do interior paulista fizeram parte da comunidade Santa Luzia, onde Seu Afonso colaborou na construção da igreja de mesmo nome, onde trabalhou como pedreiro, voluntariamente, por 15 anos para construção da igreja.
No começo dos anos 90, Afonso e Eva retornaram para Tocos do Moji e construíram uma casa no bairro Barreiro. Durante os anos que se seguiram se dedicou as suas escritas, entre recordações da história de Tocos, canções e poesias. O casal também sempre esteve presente nas Santas Missas, até os últimos dias de suas vidas.
As letras de Seu Afonso mostravam seu amor por Tocos do Moji, pela Igreja católica e sobre o tempo da saudosa bandinha (que fez parte na adolescência como o violeiro), da infância, da força e fé do povo que construiu a cidade, suas tradições, e manteve registrada uma rica recordação dos Felipe da Rosa, avós de Afonso e família pioneira na fundação da cidade.

Abaixo um de seus poemas sobre Tocos do Moji:

Cidade caçula

Nasceu uma cidade, nasceu que eu vi,
Na terra mineira, de Tocos do Moji.
Descoberta por Pedro, que não era o Cabral,
E três de seus irmãos, aventureiro sem igual.
Fundada por Fabrícios, Pereiras e Rosas,
Tomazes e da Silvas e Bentos de poucas prosas.
Gente da redondeza, ajuntou-se ao povoado,
Os Almeidas e Alves, Monteiros e Machados.
Quanta luta e sofrimento.
Muitas décadas se passaram, gratidão aos que se foram,
Boa sorte aos que ficaram, gente nova de talento.
Parabéns de coração,
A cidade esta entregue a esta grande geração.
Senhora Aparecida à escolhida padroeira,
Seja agora a madrinha desta nova cidade mineira.

Texto e Fotos: Mauro Utida

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