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PSDB solicita ao Ministério da Justiça instauração de inquérito para apurar denúncias sobre fraude na Wikipédia

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), anunciou que solicitou que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determine à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para apurar a alteração de perfis de jornalistas na internet a partir de um computador localizado no Palácio do Planalto. O ofício com a solicitação foi encaminhado na segunda-feira (11/08).

O jornal O Globo de sexta-feira (08/08) informa que os perfis dos jornalistas Miriam Leitão, colunista do veículo, e Carlos Alberto Sardenberg, da Rádio CBN – ambos também são comentaristas da Rede Globo – , foram alterados a partir da rede de internet do Palácio do Planalto com o objetivo de criticá-los.

“Atacar jornalistas é atacar a própria imprensa e a liberdade de expressão, que o PT e a presidente Dilma [Rousseff] fingem defender. Fica claro que não é verdade”, afirmou o líder.

Imbassahy afirmou que também enviará um requerimento de informações ao secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Thomas Traumann. O objetivo do requerimento é questionar de quem foi a ordem para as alterações, pois a Secretaria de Comunicação Social é responsável pelas diretrizes relacionadas ao setor – jornalismo, publicidade e assessoria de imprensa.

“Não conseguiram, de maneira institucional, controlar o conteúdo da mídia e agora partem para atitudes criminosas, tentando abalar a credibilidade de jornalistas conceituados que apontam os erros cometidos pelo Governo Federal. E ao afirmar que não vai investigar para chegar ao autor, o Governo pratica outro crime”, disse Imbassahy.

O líder disse que, em três anos e meio, ocorreram mais de 170 alterações na internet no âmbito da Presidência da República. “É um grave indício de que as [modificações] feitas agora foram realmente realizadas por servidores e com a utilização de recursos públicos, além de terem ocorrido em horário de trabalho, o que caracteriza crime de improbidade administrativa”, disse.

Para Imbassahy, houve um “teatro” armado também por servidores do Palácio do Planalto nos depoimentos realizados na CPI da Petrobras no Senado.

“Na longa e dura batalha para a aprovação do Marco Civil da internet, a oposição conseguiu derrotar o governo e sua base aliada aprovando a determinação para que os registros de conexão e de acesso às aplicações na internet fiquem armazenados por um ano e seis meses, respectivamente.  Graças a isso é possível sim identificar o autor das alterações, que na prática cometeu um delito e deve ser punido por isso”, lembrou Imbassahy.

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