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Secretaria de Saúde de Bom Repouso divulga Nota esclarecendo porque não fez vacinação antirrábica na zona urbana

Em virtude de não ser feita a vacinação antirrábica na zona urbana (doses esgotadas) estamos anexando a nota de esclarecimento enviada pela Secretaria Regional de Saúde de Pouso Alegre:
REENVIANDO E-MAIL DE 09/07/19 AGORA COM A NOTA INFORMATIVA Nº 51/2019-CGZV/DEIDT/SVS/MS DO MINISTERIO DA SAÚDE ( ANEXA)
A/C Secretários (as) Municipais de Saúde
Prezados Coordenadores de Epidemiologia e responsáveis pela organização da Campanha Antirrábica Animal ( canina e felina) 2019.
Como todos os anos programamos a Campanha Antirrábica Animal ( canina e felina) , com base no número de cães e gatos vacinados no ano anterior e nas estimativas populacionais definidas pelo Ministério da Saúde e devido às logísticas de produção e transporte , os estados e regionais recebem as vacinas do Ministério da Saúde em cotas ao longo dos meses de maio, junho, julho e agosto . O quantitativo de vacinas é distribuído aos municípios conforme programação dos mesmos, enviada anteriormente à esta Coordenação .
O quantitativo programado para a SRS Pouso Alegre para 2019 foi de 222.300 doses a serem distribuídas aos 53 municípios. Recebemos até 01/07/2019 uma cota de 112.000 doses e no dia 02/07/2019 através de contato telefônico do nível central da SES, fomos informados pela Referência Estadual do Programa da Raiva que o restante das doses programadas não seriam enviadas para o estado de Minas Gerais e consequentemente às SRS ,e que o GT-Raiva do Ministério da Saúde estaria “formalizando ao estado de Minas Gerais o não envio de vacinas para a campanha antirrábica animal”, portanto , nos foi informado que o quantitativo previsto para o 2º semestre do ano de 2019 não seria entregue pelo laboratório produtor da VARC ao Ministério da Saúde, e que, portanto, iriam priorizar áreas de risco n o país, sendo que o estado de Minas Gerais não seria contemplado ( e-mail enviado pelo nível central da SES-MG anexo) .
Considerando:
– O recebimento parcial do quantitativo necessário de vacinas para a campanha antirrábica animal 2019 dos 53 municípios da SRS Pouso Alegre (apenas 50,38%),
– O cenário epidemiológico da raiva no Brasil em que os últimos casos de raiva humana transmitida por cão ou gato, portadores das variantes virais 1 ou 2, ocorreram em 1981 na Região Sul, em 2001 na Região Sudeste, em 2004 na Região Norte, em 2013 na Região Nordeste, e mais recentemente, em 2015 na Região Centro-Oeste;
– que no Brasil, desde 2016 os casos de raiva em cães e gatos têm sido identificados como variante 3 de morcegos hematófagos e da variante compatível com canídeos silvestres;
– Que na SRS Pouso Alegre não há circulação comprovada de variantes 1 e 2 ( cães e gatos positivos de raiva) ;
– que municípios da SRS Pouso Alegre tiveram casos de raiva bovina ( variante 3 , ciclo envolvendo morcegos de áreas rurais e silvestres) ;
Conclui-se que diante do cenário epidemiológico atual , o risco da transmissão da raiva em cães e gatos é maior nas áreas rurais , pois os quirópteros (morcegos) são os responsáveis pela manutenção da cadeia silvestre, além de outros mamíferos, como canídeos silvestres (raposas e cachorro do mato), felídeos silvestres (gatos do mato), outros carnívoros silvestres (jaritatacas, mão pelada), marsupiais (gambás e saruês) e primatas (saguis) que também apresentam importância epidemiológica nos ciclos enzoóticos da raiva , e por fim na zona rural, a doença afeta animais de produção, como bovinos, equinos e outros. Portanto, nesse momento, com o objetivo de termos uma cobertura vacinal canina e felina adequada nas áreas de maior risco, protegendo os cães e gatos onde estão mais susceptíveis e consequentemente protegendo a saúde humana , ORIENTAMOS E RECOMENDAMOS aos municípios que o quantitativo de vacinas que serão distribuídas sejam utilizadas em Campanha nas áreas rurais, com meta de cobertura acima de 90% na população canina e felina. Após o cumprimento da meta nas áreas rurais, deve-se vacinar seletivamente os cães e gatos da área urbana, vacinando os cães e gatos não domiciliados ( de rua e errantes) . Portanto, em 2019 não receberemos o quantitativo para realização de campanhas em 100% da população canina e felina dos municípios e diante de exposto, não recomendamos a realização de campanhas na área urbana.

 

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