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Cemig inicia temporada de soltura de peixes nos rios do Sul de Minas

Nesta terça-feira, 22 de fevereiro, teve início a temporada de peixamentos de 2011 no Sul de Minas. A soltura de peixes alevinos e juvenis é promovida pela Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig, através do Programa Peixe Vivo, criado para preservar a ictiofauna nas bacias hidrográficas onde a Empresa tem usinas. Até final de abril, será realizada a soltura mais de 100 mil peixes de espécies nativas da Bacia do Rio Grande em rios de 19 municípios do Sul de Minas.

No primeiro evento desta temporada, foi realizada soltura de 10 mil alevinos das espécies curimba, piau, piracanjuba e dourado,  no Rio Aiuruoca, em São Vicente de Minas. Nessa sexta-feira (25/2), serão soltos mais 3 mil alevinos destas espécies no Rio Verde, na cidade de São Lourenço.

  

11,7 toneladas de peixes soltos em 2010

Mais de meio milhão de peixes, equivalente a uma biomassa de 11,7 toneladas, foram soltos nas regiões do Sul de Minas, Triângulo, Alto Paranaíba, Norte de Minas, Campo dos Vertentes e Vale do Jequitinhonha, em ações de preservação e educação ambiental. A soltura promovida pela Cemig aconteceu em 65 peixamentos realizados em mais de 40 municípios mineiros que fazem parte das bacias dos Rios Grande, Paranaíba, Pardo e Jequitinhonha. A maior parte dos eventos teve a participação de representantes das comunidades locais, em um trabalho para sensibilizar a população sobre a importância de preservar nossos ecossistemas.

A Estação Ambiental de Itutinga (Sul de Minas) forneceu o maior número de alevinos para soltura no Alto Rio Grande: 342 mil. Dentre as espécies produzidas em cativeiro, a curimba, o peixe mais capturado por pescadores em rios mineiros, foi o destaque. Mais de 390 mil espécimes foram utilizados nas ações de repovoamento, sendo 320 mil na bacia do Rio Grande.

A iniciativa também favorece a geração de renda nessas regiões, pois parte da produção é realizada em parceria com produtores rurais, que recebem insumos, pós-larvas e assistência técnica. Em contrapartida, a Cemig recebe metade da produção, enquanto a outra metade é comercializada pelo próprio produtor.

  Avaliação da Eficiência

Uma novidade do programa Peixe Vivo é o início do projeto de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) Avaliação da Eficiência de Peixamentos, uma parceria da Cemig com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Basicamente, o projeto consiste no monitoramento dos espécimes soltos e também na extração de amostras genéticas para formação de um banco genético.

Dos 320 mil alevinos de curimba soltos na bacia do Rio Grande, 4 mil foram destinados a essa pesquisa. O monitoramento é feito através de marcadores físicos, chamados “marcadas codificadas”, que são introduzidos nos alevinos antes da soltura. Os marcadores permitem que os cientistas analisem o tempo de sobrevivência, o crescimento e a reprodução dos espécimes quando recapturados. Dessa forma, é possível avaliar a eficiência das medidas de manejo e fazer projeções para as posteriores solturas, identificando, por exemplo, os melhores locais para sua realização.

O estudo tem obtido sucesso na extração, amplificação e seqüenciamento de um dos marcadores genéticos. Os resultados obtidos a partir do conjunto desses marcadores permitirão ampliar a caracterização genética das matrizes. O DNA extraído e identificado ficará armazenado em um banco com intuito de conservar informações diversas, incluindo o conhecimento histórico da diversidade das matrizes utilizadas na Estação de Volta Grande.

     

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