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Escritores, jornalistas e artistas brasileiros participam do Festar Literário 2018 em Borda da Mata

 A abertura oficial do evento acontece às 19h do dia 09/11, sexta-feira, com o sarau, em que a obra inédita do escritor bordamatense Donizete Galvão vai ser lançada “O antipássaro”. Vão acontecer também apresentações de alunos e a participação de escritores, jornalistas e artistas brasileiros, amigos de Donizete, que farão homenagens ao poeta da terra.
CONHEÇA OS PARTICIPANTES:
TARSO DE MELO é advogado e professor, com doutorado em Filosofia do Direito (USP). É colunista do site da revista Cult e colaborador de diversos periódicos. É autor de vários livros de poesia; entre os mais recentes estão “Íntimo desabrigo” (2017) e “Alguns rastros” (2018). Com Paulo Ferraz, organizou a edição de “O antipássaro”, livro inédito de Donizete Galvão, e atualmente cuida da organização da obra reunida do poeta de Borda da Mata, a sair em 2019.
RUY PROENÇA participou de diversas antologias de poesia, com publicações no Brasil, França, Argentina, Portugal e Estados Unidos. É autor dos livros de poesia “Pequenos séculos” (Klaxon, 1985), “A lua investirá com seus chifres”(Giordano, 1996), “Como um dia come o outro” (Nankin, 1999), “Visão do térreo” (Editora 34, 2007), “Caçambas” (Editora 34, 2015) e dos poemas infantojuvenis de “Coisas daqui” (Edições SM, 2007). Atualmente prepara um livro de poemas em prosa.
SÔNIA BARROS é poeta e autora de literatura infantil e juvenil, com 22 livros publicados. Em 2014 seu livro “Fios” (dedicado a Donizete Galvão) venceu o Prêmio Paraná de Literatura na categoria Poesia, e foi um dos semifinalistas do Prêmio Oceanos de Literatura 2015. Seu livro infantil “Tatu-balão” recebeu o selo Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) 2015. “Tatu-balão” foi selecionado para a campanha “Leia para uma criança” realizada pela Fundação Social do Itaú. Em 2017, Sônia Barros venceu pela segunda vez o Prêmio Paraná de Literatura na categoria Poesia com o livro inédito “Tempo de dentro”, que foi publicado em 2018 pela Biblioteca Pública do Paraná.
CARLOS MACHADO nasceu na Bahia e vive em São Paulo, onde se formou e atuou como jornalista em diversos periódicos. Publicou as coletâneas de poesia “Tesoura cega” e “Pássaro de vidro”. É também autor do livro de poemas para crianças “Cada bicho com seu capricho”. Seu título mais recente é “A mulher de Ló” (2018).
FABIO WEINTRAUB é doutor em Letras pela USP. Editor, crítico e poeta, publicou os livros de poemas “Novo endereço” (2002), “Baque” (2007), “Treme ainda” (2015) e “Falso trajeto” (2016), entre outros títulos.
PÁDUA FERNANDES é doutor em Direito pela USP e pós-doutorando em Letras pela Unicamp. Professor, crítico e poeta, publicou, entre outros títulos, “O palco e o mundo” (Poemas, 2002), “Cinco lugares da fúria” (Poemas, 2008), “Cálcio” (Poemas, 2012) e “Cidadania da bomba” (Contos, 2015).
MIGUEL JUBÉ concentra seus estudos em poesia luso-brasileira, literatura goiana, estética e filosofia da arte. Recebeu, em 2014, o Prêmio Literário Açorianidade, em honra de Brites Araújo, da Associação Internacional de Colóquios da Lusofonia, por estes poemas de minimemórias, obra vencedora com unanimidade pelo júri. É autor de mais três livros inéditos de poemas.
DIANA JUNKES é poeta e crítica literária. Nasceu em São Paulo em 1971. Atualmente, é professora de literatura na Universidade Federal de São Carlos, onde também coordena o grupo de estudos de poesia e cultura. Dedica-se ao estudo da poesia brasileira contemporânea e, particularmente, à obra de Haroldo de Campos. Dentre suas publicações destaca-se o livro “As razões da máquina antropofágica: poesia e sincronia em Haroldo de Campos”, editora da Unesp/2013. Como poeta publicou em revistas eletrônicas e blogs e é autora de “Clowns cronópios silêncios” (2017) e “Sol quando agora” (2018), pela editora Urutau.
LUÍZA MENDES FURIA aos 16 anos publicou o primeiro livro “Madrugada e Outros Poemas” numa edição particular. Em 1980, mudou-se para São Paulo, onde se formou em jornalismo. Na área literária, participou de várias antologias. Em 1990, ficou em 2º lugar no Concurso Nacional de Literatura Cidade de Belo Horizonte. Em 2003, recebeu menção honrosa pelo livro “Incisões no Branco” – ainda inédito – no 2º Prêmio de Literatura Cidade de Juiz de Fora. Em 2013, lançou seu primeiro livro para crianças, “O Travesseiro Mágico” (Giostri). Em 2014, ficou em 3º lugar no 9º Prêmio Off Flip de Literatura, categoria poesia, e entre os 15 finalistas na categoria infantojuvenil com narrativa ainda inédita. É também tradutora de francês, italiano, inglês e espanhol e jornalista autônoma, com trabalhos publicados nos jornais Mulherio, Leia Livros, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, nas revistas Destino, Crescer, Pesquisa (Fapesp) e nos cadernos EU&Cultura e EU& Fim de Semana do jornal Valor Econômico.
REYNALDO DAMAZIO é editor, crítico literário, escritor e gestor cultural. Formado em ciências sociais pela USP, com especialização em propaganda e marketing pela ESPM. Foi co-editor do jornal “Caderno de Leitura”, da EdUSP, colaborador do Guia de Livros da “Folha de S. Paulo” e das revistas “Arte Brasileiros”, “Entrelivros”, “Mente e Cérebro” e “Nossa América”. É coordenador do Centro de Apoio ao Escritor da Casa das Rosas. Autor dos livros de poemas “Nu entre nuvens” (Ciência do Acidente), “Horas perplexas” (Editora 34) e “Com os dentes na esquina” (Dobradura Editorial); e organizador, com Tarso de Melo, de “Literatura e Cidadania”, “Subúrbios da caneta” (Dobradura Editorial), e “Outras ruminações”, com Tarso de Melo e Ruy Proença, entre outros. Traduziu “Calvina” (SM Editora), de Carlo Frabetti.
PRISCILA FIGUEIREDO é professora de Literatura Brasileira na USP. Autora de “Mateus” e “Em busca do inespecífico”, colabora no site Outras Palavras.
LEUSA ARAUJO é jornalista, escritora e pesquisadora de conteúdo do núcleo de teledramaturgia da Rede Globo. Estreou na literatura em 1994. Em 2017, lançou o volume de contos “Senão eu atiro – e outras histórias verídicas” (Quelônio 2017); recebeu o Prêmio Jabuti 2016 com o livro juvenil “Convivendo em Grupo” (Moderna 2016) depois de vários títulos de ficção e não-ficção, como “Ordem Sem Lugar Sem Rir Sem Falar” (Scipione 2010) e o “Livro do Cabelo” (Leya 2012).
REGINA PEREIRA é jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes (ECA-USP), trabalhou na Editora Abril. Integrante do Devotos do Rosa, grupo que divulga a obra de Guimarães Rosa em saraus, eventos literários e escolas. Participa, há 12 anos, da Roda de Leitura Guimarães Rosa, que acontece semanalmente no Instituto de Estudos Brasileiros, na USP.
JOSIAS PADILHA é um caipira criado no universo oral de uma roça que ignoraria até mesmo a energia elétrica se não conhecesse o peixe-elétrico ou aqueles perigosos riscados no céu em dias de tempestade. Mudando para um povoadinho aspirante à cidade, mas ainda sob a suave claridade da lamparina à querosene, logo descobriu que a Bíblia não era o único livro do mundo. Tinha nove anos. Ficou eufórico e, desde então, não quis mais sair da floresta encadernada.
Já tendo passado pelo magistério e pelo teatro, decidiu correr atrás dos seres engajados com a tradição da palavra alada. Cursando Letras/Francês na Universidade de São Paulo, sem perder a oportunidade de passear pelas disciplinas de outros cursos e departamentos, conheceu Regina Machado e partiu para a Europa em busca de mais referências. Durante os dois anos que morou em Paris, frequentou a cadeira de Literatura Oral da Université-Paris VII e o Atelier de la Parole d’Henri Gougaud, uma das maiores referências francesas na formação de contadores de histórias. Ao mesmo tempo percorreu a França narrando contos tradicionais brasileiros, coroando esta jornada na programação do Festival de Avignon. Ainda antes de voltar ao Brasil, viajou para a África onde participou do celébre Festival Yeleen, organizado pela Maison de la Parole de Burkina Faso, sob a responsabilidade da família de griots Kouyaté.
De volta ao Brasil, se engaja na equipe de coordenação do Encontro Internacional Boca do Céu de Contadores de histórias. E enquanto desenvolve uma pesquisa de doutorado em Estética e História da Arte na USP e na Paris 8, participa do grupo de estudos em tradição oral “Antigamente era assim”, coordenado por Regina Machado. Tendo passado pelo teatro e pela literatura, é como eterno aprendiz da arte de contar histórias que ele empresta a sua voz a muitos poetas para que os seus poemas se libertem da tinta negra cravada em papel. Principalmente da nossa pequena-grande poesia caipira.

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